quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Talvez ... Quem sabe.

Um dia quando todos não se importarem mais, eu consiga te encontrar no meio da multidão e minhas palavras não doam tanto quanto como dói pronunciá-las. Um dia quando a noite cair, toas as palavras façam sentido e que elas o complete, um dia talvez, você possa dizer que me amou, e que que as lembranças ficaram ... não só pelo fato de me conhecer, mas na memória e no coração.
Um dia talvez, minhas palavras o complete por inteiro e que minhas dúvidas acabem em relação, se houve, realmente algo entre nós dois, e que se houve uma conexão tão forte entre a gente. Um dia eu aprendo, que não existem pessoas perfeitas, e sim pessoas que amamos e achamos que são perfeitas, só pelo fato de existirem... Um dia, quando tudo mudar, meu sentimento também mude, e que esse amor se torne amizade e que depois de tudo que aconteceu, a gente dê risada por sermos tão idiotas naquela época.
Talvez você tenha razão, que mais pra frente podemos ficar juntos..., mas isso não se passou apenas de um sonho que nunca vai se realizar, a gente cresce e vê que nada é sempre como foi. Tudo muda... A verdadeira amizade, o verdadeiro sentimento que existe em mim ...

Você, é você mesmo ... Olha se ele (a) simplesmente foi embora, espere por ele (a) ... Você vai saber que nada vai te completar, nada vai te fazer feliz como ele (a) fazia. E se ele (a) não voltar, pelo menos você teve certeza que ele (a) um dia existiu, e te fez feliz.

Com o tempo eu me recomponho , e você volta. Voltar pra me fazer sorrir. Mas nada é eterno e foi bom enquanto durou... Mas acabou tão rápido, que se a vida fosse um fita de vídeo eu retornaria quantas vezes fossem possíveis, só para viver aquele ultimo momento juntos.

Mesmo que não seja possível no momento, talvez amanhã tudo mude, né ? Eu simplesmente te amei de uma forma louca e incondicional.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sinta.

O fim das coisas nunca foi belo pra mim. Sempre foi muito assustador, feio, frio, e tudo muito estranho.
Mas existe um fim que eu amo presenciar sempre que posso. Esse fim é o mais belo, o mais quente e mais calmo de todos. É o fim da tarde na praia.
Sinto a vibe do vento, vem aquelas ondas de belas lembranças, ouço aquele reggae calmo pra acalmar a alma.
Sinto o cheiro do mar, sinto areia nos pés... Lá eu reflito, me acalmo, fujo de todos os meus medos, vivenciar esse momento não tem preço.
O tempo ajuda pra refletir sobre o futuro, ficar de bobeira, namorar, e até mesmo pra quem não esta se sentindo muito bem, se aliviar, como as lágrimas irão se misturar com a água salgada do mar não há problema.
Jogue aquilo que não foi bom pro mar, e deixe que ele lhe traga boas vibrações.

"Sou louco porque vivo em um mundo que não merece a minha lucidez"
- Bob Marley.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sobre Felicidade.

Podemos alcançar a felicidade, hoje, agora a despeito dos problemas que estamos enfrentando. Basta olhar a vida com outros olhos, mudando as lentes pelas quais enxergamos os fatos.
Sabemos que não somos somente aparência material, física. O ser humano é pré-existente ao corpo e a ele sobrevivente. Através desse conceito é que conseguimos entender nossos enigmas, as problemáticas do inter-relacionamento, da dor, do desamor.
A verdadeira felicidade consiste em fazer o bem, "não é ter ou não ter". Temos que lembrar que a vida não é um problema, é um desafio. Ela nos apresenta oportunidades de crescimento, notadamente no setores que mais necessitamos. Por detrás dos problemas, existem lições, desafios, tarefas. E grande ventura tomará conta de nós quando venceremos os obstáculos que a vida nos apresenta.
Construímos castelos no ar, sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade, e por entre ilusões românticas, investimos toda a felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino, somos herdeiros de nossos atos. Assim sendo, fracassos ou sucessos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.
A felicidade dispensa rótulos e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.
Feliz é quem ama, não aquele que se faz amado. Felicidade é a arte de exalar alegria, a proposta da felicidade é esta auto-superação, da dominação das nossas más inclinações.

Sobre Felicidade.








domingo, 25 de dezembro de 2011

Recíproco;

Quero lhe falar da alegria que você me trás, no ânimo que você me dá em dias chuvosos, na verdade em seus olhos quando me diz: eu te amo.
Poderia fazer juras, loucuras por amor, escrever o nosso nome com um coração em uma árvore, comprar todas as estrelas do céu mesmo que isso não seja possível, mas nada disso vai lhe mostrar o quanto eu te amo, e o quão importante você é em minha vida, meu amor.
Lembro do nosso primeiro encontro, ah, como o seu sorriso me conquistou, como você me ganhou. O nosso primeiro beijo em frente ao colégio, quando menos esperava, estava lá, junto de ti. Lembro de todos os nossos momentos como se tivesse vivido-os em uma única hora atrás.
Palavras somem ao momento que tento te descrever, ao invés destas, surge um lindo sorriso, só de pensar que vivemos um para o outro.
Espero que pense o mesmo, meu amor. Você tem me feito tão mulher esses tempos, tem me ensinado valores, me erguendo em momentos ruins e me abraçado em dias frios. Mesmo se achando ausente, nunca será, pois a todo momento você está em minha mente e em meu coração, e pode ter certeza, lá irá ser o teu lugar por um bom tempo.
Tempo meu amor, essa palavra TEMPO ... ele é o todo poderoso. Ele leva tudo... A beleza, a linda pele jovial, os desejos, os sonhos, o amor ... Ah o amor , isso ele não vai roubar da gente. O nosso amor permanecerá intacto, pois a nossa amizade e companheirismo falará mais alto que o tempo.
Você é muito importante pra mim, o meu riso em pensar em ti, o melhor de mim. Eu te amo, meu amor.

Giovanna Prado.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Antes de tudo.


Estava com alguém e a sua cabeça não estava ali ? E quantas vezes no momento em que você não pode sentir essa pessoa em seus braços, sentiu saudades?
Você já parou pra pensar no que machuca mais: fazer algo, e desejar que não tivesse feito, ou, não fazer e desejar que tivesse ?
Você já teve medo de começar um relacionamento ? Medo de não ser a pessoa certa, ou a hora certa ? Seu coração não escolhe por quem amar, e faz por conta própria, quando você menos espera, ou quando você não quer.
Quantas vezes você não quis esquecer uma história ou um alguém, que permaneceu na sua cabeça por um bom tempo ? Você já se sentiu sozinha, no meio de milhões de pessoas ? Ou já beijou alguém, que fez a multidão sumir ?
Você já passou o dia sentindo saudades do que viveu ? Você já viveu uma situação tão boa e feliz, que deu até medo de ser tudo passageiro ? Alguma vez você já passou por cima do seu orgulho, pra correr atrás do que queria ? Inventou apelido carinhoso para alguma pessoa, e só a chama por eles ?
Você já viu a força que tem, quando apostou todas as suas fichas em algo que acreditava e perdeu? Quantas vezes uma pessoa, a quem você não dava nada, foi a primeira a te ajudar ? E quantas vezes aquela que você esperava gratidão te deu as costas e te decepcionou sem você nunca saber o por que ? Você já se achou bobo, ridículo, por insistir em algo que não vali a pena ? Teve algum dia, que você acabou ficando com alguém, para não ficar sozinho ? Você já passou por um dia, em que tudo deu errado, mas no fim ficou tudo perfeito ?
E também já aconteceu algo em que tudo deu certo, exceto pelo fim, que estragou e era pra ser perfeito ? Você já chorou porque lembrou de alguém que amou de verdade, e não pode viver intensamente isso com essa pessoa ? Você já encontrou um grande amor do passado e viu quanto ele mudou, e que tudo também faz outro sentido pra você ?
Para todas essas perguntas, há respostas. Mas o importante sobre elas, não é a resposta em si, e sim o que sentimos em cada uma dessas situações. O sentimento e as lembranças que ficam a cada história. Todos nós erramos, jogamos mal, somos bons e cruéis, amamos, sofremos, tivemos momentos alegres, e outros as vezes tão tristes.
E qual a moral de tudo isso ? Vá a luta ! Antes que seja tarde... Bola pra frente ... Não continue pensando nas suas fraquezas e erros. Daqui por diante, faço um acordo contigo mesmo, e lute!
Não abaixe a cabeça. Faça tudo que puder para ser feliz hoje. Releve. Esqueça. Não deite com mágoas no coração. Não durma sem fazer ao menos alguém feliz. E comece por você !

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Quase.

Quase... Ainda pior que a convicção do não. É a incerteza do talvez, é a ilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me deixa triste, que me mata, trazido tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem nunca ganhou ainda joga. Quem quase passou, ainda estuda. Quem quase amou ... Não amou.
Basta pensa nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perderam por medo, nas ideias que nunca saíram do papel. Por essa mania de viver no outono.
Pergunto-me as vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna ? A resposta eu sei decoe, esta estampada na distancia e na frieza dos sorrisos. Na frouxidão dos abraços, na indiferença do "bom dia" quase sussurrados. Sobra covardia e falta de coragem para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas, não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados, e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige e nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um leva dentro de si. Prefira a derrota prévia, do que a dúvida da vitória, é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão, para os fracassos, chance, para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo o fim é instantâneo ou indolor, não foi romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, e que o medo te impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você, gaste mais horas realizando do que sonhando... Fazendo, que planejando... Vivem que esperando.
Porque embora quem quase morreu, ainda esteja vivo, quem quase vive, já morreu.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um dia do futuro com você.


E eu acordava querendo ter certeza que não era sonho. Os olhos ainda pesados, consequência das poucas horas dormidas desde o dia anterior. Não os abri. Fui te farejando que nem bicho. Seu pescoço, sua barba, o vão do seu braço. Era você mesmo. E abri os olhos para ter mais certeza que não era sonho. Com a visão embaçada, vi o branco das duas portas, alinhadamente fechadas. Através delas, não se via o dia – tinha-se apenas noção de como estava lá fora. Raios de luz entravam pelas pequenas frestas, anunciando que o dia já tinha desabrochado. Me desencaixei de você driblando seus braços que sempre querem que eu fique um pouco mais. Mas a luz entrava pelas frestas e eu precisava conferir como estava o dia lá fora.

Levantei sem achar os chinelos. Peguei o seu 45 que samblava no meu pé 37. Quase esbarrei nas taças de vinho vazias, sujas de vermelho tinto, ao lado da garrafa vazia. Resquícios da noite anterior. O cinzeiro, ao lado das garrafas no chão também continha indícios da noite passada. E imagino que, há alguns anos atrás, jamais iria imaginar que vinho, sonzinho, umas tragadas e você fossem ser meu conceito ideal de uma noite perfeita.

Tropecei em um dos brinquedos dos cachorros, que viviam sempre espalhados pela casa. A casa vivia sempre com brinquedos espalhados, babados, mordidos. Só que não por crianças. E sim pelos cachorros, que, ocupavam brilhantemente esse papel na família.

Pensei que deveria lavar o rosto e escovar os dentes, mas precisava conferir aquela luz que vinha da porta. O quarto escuro, dava poucos sinais de que o dia já raiava lindo. Mas eu suspeitava. Os diversos dias passados naquela casa já tinham me ensinado sobre os tons das luzes que entram no quarto. Fazia um dia lindo, eu apostava.

Virei a maçaneta da porta e a luz entrou com toda a força. Fazia um dia lindo, como suspeitava. De dentro, podia ver os cachorros se divertindo correndo atrás de algum inseto e rolando na grama. Eles provavelmente já tinham acordado há horas, mesmo depois de uma noite com interrupções de sono. Cachorro nunca dorme tão ininterruptamente como a gente. Eles são os guardiões da casa, você sabe. Ficam alerta o tempo todo. E a gente, pra compensar, deixa que eles entrem durante o dia e fiquem deitados debaixo da mesa, perto do quentinho do fogão de lenha.

Você ainda dormia, no cantinho da cama, como se eu ainda estivesse lá. Engraçado que, quando a gente gosta de dividir a cama com alguém, a gente perde pra sempre a mania de dormir no meio. Ficamos sempre mais pro canto, respeitando o espaço invisível do outro. Saí do quarto devagar, desci as escadas, abri a porta da cozinha. Os cachorros, pararam a perseguição às borboletas e vieram me dar a lambida matinal. Eu sei, também senti falta de vocês. Vêm pra dentro, vêm.

Coloquei a água pra ferver com açúcar e o pó no coador de pano. É só assim que sei fazer café. Tem que ir com o açúcar junto, se não perde o gosto de café de mãe. Mas sempre com pouco açúcar, e mais pó. A água fervia enquanto olhava da janela os primeiros pézinhos de rúcula querendo crescer. O cheiro da água quente ia afogando o pó de café e unindo tudo numa mistura irresistível. Aquele cheiro de café saindo era meu vício. Me lembrava de casa. Dos inúmeros cafés da tarde.

Enchi duas xícaras, tomei um gole – o primeiro da manhã é sempre impagável – e levei a sua para o quarto. Você já sabia que esse cheiro de café era sinal que eu já estava de pé, faz tempo. Essa foi uma coisa que nunca conseguimos alinhar. Você continuava dormindo tarde e eu acordando cedo. Joguei baixo – fui dando beijinhos enquanto a fumaça do café chegava até você. Bom dia. Fiz café pra gente. Você me puxa pra cama, eu deixo o café esfriando na cabeceira. E a gente encaixa aquela conchinha, daquelas difícil mesmo de explicar. O dia tá lindo lá fora, vamos andando até a cachoeira? Os cachorros, como que se tivessem ouvido, entram em bando no quarto e me ajudam a te acordar com lambidas de bom diatura irresistível. Aquele cheiro de café saindo era meu vício. Me lembrava de casa. Dos inúmeros cafés da tarde.

Enchi duas xícaras, tomei um gole – o primeiro da manhã é sempre impagável – e levei a sua para o quarto. Você já sabia que esse cheiro de café era sinal que eu já estava de pé, faz tempo. Essa foi uma coisa que nunca conseguimos alinhar. Você continuava dormindo tarde e eu acordando cedo. Joguei baixo – fui dando beijinhos enquanto a fumaça do café chegava até você. Bom dia. Fiz café pra gente. Você me puxa pra cama, eu deixo o café esfriando na cabeceira. E a gente encaixa aquela conchinha, daquelas difícil mesmo de explicar. O dia tá lindo lá fora, vamos andando até a cachoeira? Os cachorros, como que se tivessem ouvido, entram em bando no quarto e me ajudam a te acordar com lambidas de bom dia